Autor T√≥pico: GPL, um artigo recente.  (Lida 11052 vezes)

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Offline Gonçalo

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Re: GPL, um artigo recente.
« Responder #15 em: 16 de Setembro de 2011, 02:14 am »
Boas!!

Eu tambem j√° pensei em mudar para GPL, mas s√≥ n√£o avancei ainda para a mudan√ßa porque n√£o h√° bombas GPL nas proximidades, eu moro em Alenquer e trabalho em Ponte de Sor, e bombas de GPL, nem velas... so a da A1 em Aveiras, e fica muito fora de m√£o  :sad: !!

ja te disseram tudo no post anterior :) é atestares nas zonas em que tens. Por exemplo, em Castelo Branco o unico que há é na A23, a caminho de Alcains na Cepsa ;) contudo continua a compensar para mim :)
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Offline Gonçalo Santos

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Re: GPL, um artigo recente.
« Responder #16 em: 23 de Outubro de 2011, 22:02 pm »
Olá Gonçalo, reparei que instalaste um kit GPL no teu carro, será que podes ar pormenores do preço? nome do kit, do deposito (quero um com capacidade superior 45.5 Litros).. e claro está, preço..

Obrigado e cumprimentos.

Gonçalo Santos
« √öltima modifica√ß√£o: 17 de Dezembro de 2012, 18:01 pm por rodinhas »

Offline Gonçalo

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Re: GPL, um artigo recente.
« Responder #17 em: 23 de Outubro de 2011, 23:00 pm »
Kit da marca Tartarin, deposito cilindrico de 80L (uteis apenas 60L sensivelmente) e preço seguiu por pm ;)
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Offline Extremist

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Re: GPL, um artigo recente.
« Responder #18 em: 28 de Outubro de 2011, 19:34 pm »
Sauda√ß√Ķes!  :dance:


A minha Laguna tamb√©m j√° est√° em lista de espera para levar GPL ainda este ano! Digamos que ser√° um presente de Natal para mim pr√≥prio!  :dance: :happy:

Offline Sls a GPL

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Re: GPL, um artigo recente.
« Responder #19 em: 17 de Dezembro de 2012, 18:06 pm »
Citação de: Super interessante
Vale a pena ou n√£o vale?

O GPL volta a dar que falar

Em tempo de crise, o GPL volta a ser tema de conversa. Converter um carro a gasolina para GPL, ou comprar um modelo novo equipado de fábrica com essa possibilidade, tem custos mas traz benefícios. Como em tudo, há vantagens e desvantagens, mas valerá mesmo a pena?

Desde os anos setenta que existe GPL √† venda em Portugal. O g√°s de petr√≥leo liquefeito √© destilado do petr√≥leo, tal como a gasolina ou o gas√≥leo, sendo o √ļltimo combust√≠vel a ser extra√≠do do crude. Na verdade, trata-se de uma mistura de dois gases, propano e butano, que s√£o sujeitos a uma press√£o de 7 bar, para passarem √† forma l√≠quida, na qual o GPL √© armazenado nos postos de abastecimento e tamb√©m nos dep√≥sitos dos autom√≥veis. √Č um combust√≠vel com 100 octanas, menor percentagem de enxofre do que a gasolina, sem chumbo e que n√£o necessita de aditivos para aumentar a sua performance. Tem apenas um aditivo, o etil mercaptano, que lhe d√° um odor para ser mais facilmente detetado, em caso de fugas.

√Č um combust√≠vel adaptado para substitui√ß√£o da gasolina, em motores deste tipo, e, como tem uma combust√£o mais completa, √© menos poluente do que a gasolina e o gas√≥leo. A sua queima emite essencialmente di√≥xido de carbono, mon√≥xido de carbono e vapor de √°gua, em valores muito mais reduzidos do que a combust√£o da gasolina, como se pode ver por estes n√ļmeros: redu√ß√£o de 75 por cento no mon√≥xido de carbono, de 10% no di√≥xido de carbono, de 85% nos hidrocarbonetos n√£o queimados, de 40% nos √≥xidos de azoto e de 85% nos gases que atacam a camada de ozono. Face aos motores a gas√≥leo, tem ainda a vantagem de emitir menos 90% de part√≠culas de fuligem.

Al√©m desta vantagem ambiental, que ser√° apreciada sobretudo por um utilizador com maior consci√™ncia ecol√≥gica, a grande vantagem do GPL √© o seu menor pre√ßo: face √† gasolina, custa praticamente metade. Um motor a gasolina, quando passa a consumir GPL, aumenta os consumos entre 20 e 30% (o GPL tem um menor poder calor√≠fico por unidade de volume), mas o custo de combust√≠vel, por quil√≥metro, continua sempre a ser mais baixo (√© cerca de 40% inferior √† gasolina). √Č por isso que o GPL volta sempre a ser tema de debate, quando chega uma √©poca de crise econ√≥mica.

Porém, se, até há pouco tempo, quando se falava de automóveis movidos a GPL estava a falar-se obrigatoriamente de um modelo a gasolina convertido posteriormente para consumir GPL, nesta altura já existem no mercado duas marcas que oferecem modelos novos capazes de consumir gasolina ou GPL: a Fiat e a Chevrolet.

A convers√£o para GPL

Converter um motor a gas√≥leo para gastar GPL √© demasiado caro e n√£o traz benef√≠cios suficientes, em termos de economia de combust√≠vel, pelo que n√£o √© feito. A convers√£o de um motor a gasolina para poder consumir GPL √© cada vez mais popular, e estima-se que existam 45 mil autom√≥veis a circular em Portugal a GPL. A convers√£o √© sempre feita de modo a que o autom√≥vel possa continuar a consumir gasolina. Ali√°s, o arranque do motor √© sempre feito a gasolina, passando automaticamente a GPL, pouco depois. √Č montado um bot√£o no interior, que o condutor pode comutar entre as posi√ß√Ķes gasolina e GPL. Isto permite um imediato aumento da autonomia m√°xima, somando a autonomia do dep√≥sito a gasolina com a do dep√≥sito GPL.

A convers√£o de um autom√≥vel para consumo de GPL s√≥ pode ser feita numa oficina autorizada para este trabalho espec√≠fico. A lista completa dos instaladores oficiais de GPL pode ser consultada no site do IMTT (http://www.imtt.pt), onde √© continuamente atualizada. A opera√ß√£o inclui a montagem do dep√≥sito de GPL, de novos tubos de combust√≠vel, injetores espec√≠ficos, cablagem el√©trica, um comutador, um indicador de n√≠vel de GPL no dep√≥sito e v√°lvulas de seguran√ßa, al√©m de uma ‚Äúcentralina‚ÄĚ pr√≥pria.

√Č um processo complexo mas que os instaladores oficiais dominam h√° v√°rios anos, sendo poss√≠vel efetu√°-lo num prazo de dois dias. O custo varia consoante o tipo de motor (quanto mais cilindros, mais caro, e n√£o existem kits para motores com mais de oito cilindros), mas, para a esmagadora maioria dos casos (motor de quatro cilindros com inje√ß√£o multiponto), custa cerca de 1500 euros, incluindo neste valor todos os componentes, m√£o-de-obra, a obrigat√≥ria inspe√ß√£o extraordin√°ria a que o ve√≠culo tem de ser submetido e a documenta√ß√£o.

O primeiro ponto contra é que se perde a garantia do fabricante do automóvel, pelo que só se aconselha a conversão para GPL em veículos que já tenham expirado o prazo de garantia.

Existem também kits de conversão para automóveis mais antigos, equipados ainda com injeção monoponto ou mesmo com carburador. São mais baratos, custam entre 800 e 1000 euros, mas não se deve ceder à tentação de poupar alguns euros e montar estes kits nos motores com injeção sequencial, pois iriam causar irregularidade de funcionamento e danos a médio prazo. No pólo oposto, existem também kits de conversão para motores modernos de injeção direta, mas os ganhos em consumo não são tão grandes, pois o motor precisa sempre de fazer ciclos de funcionamento a gasolina, para preservar os injetores. De qualquer modo, é preciso ter em atenção que qualquer tipo de kit de conversão para GPL pode necessitar de afinação, algumas centenas de quilómetros após a instalação.

Se a convers√£o a GPL for feita em autom√≥veis com muitos quil√≥metros percorridos, √© aconselh√°vel verificar previamente o bom estado do sistema de igni√ß√£o e arrefecimento, fazer um teste de compress√£o dos cilindros e mesmo mandar efetuar uma descarboniza√ß√£o do motor. Isto porque o GPL tende a ‚Äúlimpar‚ÄĚ os cilindros de eventuais dep√≥sitos de carv√£o que l√° tenham sido criados pela combust√£o da gasolina e que podem estar a esconder fugas. Se o carv√£o for limpo, voltam as fugas.

Para os modelos novos que j√° s√£o vendidos pela Chevrolet e pela Fiat com sistema GPL integrado, os chamados ‚Äúbi-fuel‚ÄĚ, obviamente n√£o √© necess√°ria qualquer convers√£o. Todas as altera√ß√Ķes foram feitas de origem, na f√°brica. A diferen√ßa de pre√ßo entre uma vers√£o a gasolina e um ‚Äúbi-fuel‚ÄĚ n√£o √© t√£o √≥bvia de calcular porque entra em conta tamb√©m o n√≠vel de equipamento, que, por raz√Ķes de marketing, pode n√£o ser o mesmo. Dois exemplos: na Fiat, um Panda 1.2 My Life GPL custa 12.800 euros, enquanto um Panda 1.2 Active custa 10.004 euros, mas o segundo tem bastante menos equipamento de s√©rie. Na Chevrolet, um Spark 1.0 L ‚Äúbi-fuel‚ÄĚ custa 10.980 euros enquanto o Spark 1.0 L custa 9990 euros, mas aqui a compara√ß√£o √© mais realista, pois ambos t√™m o mesmo equipamento de s√©rie.

As vantagens

O GPL promove uma combust√£o tendencialmente mais silenciosa do que a gasolina, tornando a utiliza√ß√£o do motor ligeiramente mais suave. Por ser uma combust√£o mais completa, tamb√©m evita a cria√ß√£o de dep√≥sitos de carv√£o nos cilindros, prolongando a vida √ļtil do motor e diminuindo quer a contamina√ß√£o quer a dilui√ß√£o do √≥leo, que passa a poder fazer mais quil√≥metros entre cada mudan√ßa.

Por√©m, a grande vantagem √© mesmo a economia em combust√≠vel. Para ilustrar a vantagem do GPL face √† gasolina, tomemos como exemplo um Fiat Punto 1.4 GPL com 77 cv. Quando funciona a gasolina, gasta 5,7 litros por cem quil√≥metros; quando funciona a GPL, gasta 7,0 l/100 km. Mas, como o litro de gasolina custa 1,60 euros e o de GPL custa metade, 0,80 euros, fazendo as contas, conclui-se o seguinte: cada 100 km feitos a gasolina custam 9,12 euros, enquanto a mesma dist√Ęncia feita a GPL custa 5,60 euros. Isto equivale a um custo de menos 40% a favor do GPL, que se aproxima do custo que se obt√©m numa vers√£o com motor diesel.

Quanto à autonomia, como o Fiat Punto mantém o seu depósito de gasolina de 45 litros, adicionando um de GPL de 38 litros, se o condutor atestar os dois fica com uma autonomia total de 1332 km (789 mais 543 km).

No caso de um carro a gasolina usado, convertido com um kit GPL, cujo pre√ßo rondar√° os 1500 euros, considerando uma vantagem de gasto em GPL semelhante, podemos calcular a quilometragem a partir da qual o investimento no kit GPL come√ßa a compensar. As contas dizem que, assim que se percorrerem 43.000 km com o autom√≥vel convertido para GPL, o custo do kit fica ‚Äúpago‚ÄĚ. Ou seja, a partir dessa quilometragem, est√° efetivamente a poupar 40% em consumo, comparando com o motor a gasolina. Continuando a fazer contas, se o condutor percorrer 15.000 km por ano, atingir√° os 43.000 km em menos de tr√™s anos. Ou seja, a partir dessa altura, come√ßa, de facto, a poupar 40% com os custos de combust√≠vel.

As desvantagens

A conversão para GPL tem mais desvantagens no caso de um automóvel usado a que foi aplicado o kit, do que nos automóveis que já são vendidos novos com a possibilidade de consumir GPL ou gasolina. A primeira é a necessidade de investir na instalação do kit, como é óbvio. A perda de potência só acontece em motores a gasolina convertidos para GPL e só se nota a alto regime, com perdas a rondar os 5 cv. No caso de motores turbocomprimidos, pode até fazer-se subir a potência reprogramando o turbocompressor, aproveitando o facto de o GPL ter 100 octanas.

Depois, h√° a quest√£o do dep√≥sito. Optando por um dep√≥sito cil√≠ndrico de 100 litros, vai perder-se espa√ßo na mala e tamb√©m se prejudica a versatilidade do rebatimento do banco traseiro, caso exista. Nos autom√≥veis vendidos de s√©rie com sistema ‚Äúbi-fuel‚ÄĚ, os dep√≥sitos usados s√£o mais pequenos (entre 30 e 40 litros) e t√™m a forma toroidal (de um ‚Äúdonut‚ÄĚ) para encaixarem no espa√ßo habitualmente utilizado pela roda sobressalente. N√£o se perde nada em termos de espa√ßo para bagagem, mas um furo s√≥ pode ser tratado com um kit anti-furo (sabendo-se que esta solu√ß√£o n√£o remenda todos os furos) e a autonomia a GPL √© menor.

Em termos de utiliza√ß√£o, outra desvantagem √© ser proibido estacionar em parques p√ļblicos fechados. Uma lei que subsiste em Portugal, apesar de j√° n√£o existir uma raz√£o t√©cnica de seguran√ßa que o justifique. Espera-se a altera√ß√£o da lei, como j√° aconteceu noutros pa√≠ses.

A rede de abastecimento GPL ainda n√£o cobre o territ√≥rio todo, o que √© um problema, sobretudo longe dos grandes centros. Finalmente, a obrigatoriedade de afixar um autocolante azul com as letras GPL na traseira do ve√≠culo √© uma desvantagem, para quem n√£o goste desta ‚Äúdecora√ß√£o‚ÄĚ.

E a segurança?

Sempre que h√° uma mudan√ßa de combust√≠vel, na ind√ļstria autom√≥vel, levantam-se quest√Ķes de seguran√ßa, na maioria dos casos sem grande justifica√ß√£o. Quando, no in√≠cio do s√©culo XX, se passou do vapor para a gasolina, o p√ļblico considerava um perigo um ve√≠culo circular com um dep√≥sito cheio de l√≠quido altamente inflam√°vel. Mais recentemente, quando se come√ßou a falar de ve√≠culos el√©tricos, n√£o faltaram as vozes que interrogavam sobre a possibilidade de os ocupantes serem eletrocutados, em caso de acidente.

Tamb√©m o GPL levanta d√ļvidas, neste caso por ser um produto armazenado num dep√≥sito sob press√£o. A verdade √© que o dep√≥sito √© feito em a√ßo e √© sujeito a testes de colis√£o, de inc√™ndio e de press√£o antes de ser homologado. Al√©m disso, tem v√°rias v√°lvulas de seguran√ßa, que impedem as fugas de GPL. O dep√≥sito tem ainda um sistema que o impede de ser abastecido em mais do que 80% do seu volume, para existir sempre 20% de volume dispon√≠vel, que funciona como c√Ęmara de expans√£o em caso de aumento de temperatura, quando o combust√≠vel passa de l√≠quido a gasoso.

Em conclus√£o, pode dizer-se que a op√ß√£o pelo g√°s de petr√≥leo liquefeito deixou de ser uma curiosidade, de contornos um pouco artesanais, que solucionava o problema de consumos elevados em autom√≥veis a gasolina com muitos anos de utiliza√ß√£o. Hoje, √© mais uma das alternativas dispon√≠veis no mercado dos combust√≠veis, e ter√° um crescimento mais acelerado √† medida que mais marcas proponham vers√Ķes GPL ou ‚Äúbi-fuel‚ÄĚ nos seus cat√°logos de carros novos.

F.M.

Sete respostas √ļteis

O dep√≥sito de GPL √© mais inseguro? N√£o. √Č feito em a√ßo e teve de passar por v√°rios testes de colis√£o e de inc√™ndio, antes de ser homologado. Armazena o GPL a uma press√£o de 7 bar, mas foi testado a 30 bar.

Há maior risco de explosão? Não. Só para dar um exemplo, o GPL é injetado no motor a uma pressão de 1 bar, enquanto a gasolina precisa de uma pressão três vezes superior.

O GPL faz descer a pot√™ncia? Sim e n√£o. Nas convers√Ķes feitas a posteriori, h√° uma ligeira descida de pot√™ncia (cerca de 5 cv), mas que se sente s√≥ a altos regimes. Nos ‚Äúbi-fuel‚ÄĚ de s√©rie, n√£o.

√Č proibido estacionar em parques fechados? Sim. Por enquanto, a lei portuguesa ainda pro√≠be os carros a GPL de estacionarem em parques p√ļblicos fechados. Mas espera-se que a lei mude, como aconteceu noutros pa√≠ses.

Quantos postos GPL h√° no pa√≠s? Cerca de 290, mas o n√ļmero est√° sempre a aumentar. A rede de auto-estradas est√° totalmente coberta com postos GPL.

√Č obrigat√≥rio afixar o autocolante? Sim. √Č obrigat√≥rio colocar um autocolante azul com as letras GPL a branco na traseira de qualquer ve√≠culo movido a GPL, novo ou convertido.

O dep√≥sito de GPL faz perder a capacidade da mala? Sim e n√£o. Se for montado um dep√≥sito cil√≠ndrico, sim. Mas se optar por um dep√≥sito em forma de ‚Äúdonut‚ÄĚ, colocado no espa√ßo da roda sobressalente, ent√£o n√£o se perde nada.

SUPER 162 - Outubro 2011


Super interessante

Mais um artigo com informa√ß√£o √ļtil sobre o gpl

Offline MRC

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Re: GPL, um artigo recente.
« Responder #20 em: 03 de Julho de 2017, 23:36 pm »
inicio do debate aqui - http://www.renaultpt.com/index.php?topic=21211.msg334857#msg334857
N√£o sei onde √© que v√£o buscar essa teoria  de perder g√°s com o calor.
A v√°lvula de seguran√ßa s√≥ abre quando a temperatura envolvente ronda os 800¬ļC, como √© que num dia normal se prede g√°s se nem l√° perto a temperatura chega?

Já viram os vídeos sobre a segurança dos depósitos de gpl com carros À arder? já viram ao fim de quanto tempo depois de o carro estar a arder, a válvula dispara pela primeira vez?

Os dep√≥sitos  s√£o testados  a 10 vezes mais press√£o a que funcionam normalmente.

Quanto muito, o que pode acontecer √© o g√°s, o propano ou o butano, passar para o estado gasoso e com isso √Ä medida que se consome o combust√≠vel, fa√ßa com que a press√£o fique baixa e com isso ter uma autonomia menor,  ou g√°s no estado liquido ficar com uma percentagem que ao ser consumido tenha menor poder energ√©tico,  mas que ele n√£o sai do deposito, l√° isso n√£o sai.

Tony o g√°s expande com o aumento de temperatura, ao passar de liquido a gasoso no interior do reservat√≥rio, resultando numa maior press√£o. Logo falta de press√£o como causa de menor autonomia n√£o me parece. At√© porque o propano faz mais press√£o com a mesma temperatura face ao butano. Nestes dias, ponho 20‚ā¨ e o man√≥metro n√£o passa da reserva. Normal, porque o man√≥metro apenas l√™ a fase liquida do g√°s.

Ainda vou estudar melhor o comportamento destes sistemas, pois agora com o calor, a minha Audi anda a fazer médias de 12/13 litros aos 100km... Até chegarem os calores, 9/10 litros. Mesmos trajectos, mesmos andamentos. E o consumo de gasolina mantêm-se praticamente linear.


« √öltima modifica√ß√£o: 05 de Julho de 2017, 20:56 pm por Tony da Buzina »
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Offline Sls a GPL

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Re: GPL, um artigo recente.
« Responder #21 em: 04 de Julho de 2017, 00:00 am »
Eu também já reparei nisso neste ultimo abastecimento, costumo por sempre acima dos 40L e a bomba só conseguiu por 30L lol
E no deposito está sempre gás no estado gasoso, é esse gás no estado gasoso que faz com que se mantenha a pressão dentro do deposito, com o calor esse gás pode estar mais expandido e por isso ocupa mais espaço impedindo a entrada de gás no estado liquido.
A concentração de butano/propano é que pode ser a responsável por esse efeito, se tiver mais propano, há mais gás expandido devido ao calor do que se tiver uma proporção menor de propano na mistura.
N√£o sei se me fiz entender lol mas que essa teoria do g√°s ser libertado s√≥ ocorre quando a press√£o √© muito elevada, n√£o √© com as press√Ķes que se atinge num dia de calor.


Offline jotaag√°

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Re: GPL, um artigo recente.
« Responder #22 em: 04 de Julho de 2017, 10:55 am »
Boas

Eu concordo com tudo o que está está escrito sobre pressão, valvulas, etc e... também discordo.

Mas discordo unicamente (porque já li e vi em esquemas técnicos as valvulas, os valores e os comportamentos) baseado na aritmética e a aritmética ainda é o que de mais certo temos no mundo.

Se por um lado a valvula de seguran√ßa abre s√≥ a temperaturas de 800¬ļ, tamb√©m √© verdade aquilo que deposito quando atestado, registado e relacionado com o historial indica.

Aquilo que o MRC diz é verdade da mesma forma que o que diz o Tony da Buzina mas quase de certeza que o MRC vindo o tempo mais fresco as suas médias baixarão para os valores anteriores.

E no caso cá de casa, olho para o spritmonitor e o que vejo é que o consumo do carro aumentou na casa do 0,5l/100 desde maio.
Um caso particular: Tive um abastecimento registado com 8.06 l/100 atestado em 14/06, dia em que o carro era para ir ao algarve e acabou por não ir tendo ficado na garagem 10 dias, voltou a ser atestado após gastar o deposito a 30/06 onde demonstrou um consumo de 8,51 l/100 e com percursos iguais, tipos de condução iguais. Voltou-se a atestar ontem e dá 8,00 l/100.
Se estivesse a falar dum deposito de 60l, 700 a 800 kms de percurso, mais 0,5l menos 0,5l ainda seria como o outro mas não, estou a falar dum deposito que grosso modo de 330 em 330 kms tinha de ser atestado agora com uma media de 24 l de atesto antes de maio e 22 atualmente, de 280 em 280, e os 24 l de atesto até maio davam para perto de 330 kms/deposito quando os 22 atualmente dão para 280.
Agora se será evaporação, expansão, etc não o sei ao certo mas isto é aritmética; se fosse um caso de o depósito levar menos combustivel com o calor (que leva efetivamente) mas as contas do consumo médio darem o mesmo consumo, estaria tudo bem mas não dá o mesmo consumo e no caso isolado que descrevi ainda o consumo foi mais elevado; o que aconteceu nessa altura de diferente? esteve o carro parado 10 dias na garagem!

No caso do Rodrigopt até pode ser o factor calor versus menor combustivel no deposito a darem-lhe o aumento de consumo mas na minha opinião é um aumento muito grande. E se calhar (isto é dito sem rede) será até o problema que o meu deu quando teve de lá ficar a levar um update devido a um erro "de falta de ar" que lhe deu (nunca se sabe).

Cumprimentos

Offline profiesta

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Re: GPL, um artigo recente.
« Responder #23 em: 04 de Julho de 2017, 12:57 pm »
Tony, acho que devias ler mais sobre os Kits de GPL. Eu at√© gosto de ler os teus post, mas em rela√ß√£o ao GPL perco a vontade. √Č os sistemas de lubrifica√ß√£o de v√°lvulas que s√£o tipo banha da cobra. √Č o tanque que s√≥ tem v√°lvula que dispara a mais de 800 graus.

Acho que devias saber que ao teres o carro parado o dia todo ao sol, a válvula vai libertando o excesso de pressão. Mais o facto de no verão as bombas nem sempre terem pressão para encher o tanque devido à composição do GPL ser 98% propano, quando para o nosso país o ideal seria 80% butano e 20 propano.


Qualquer d√ļvida, contacta um instalador.

Offline Farfalho

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Re: GPL, um artigo recente.
« Responder #24 em: 04 de Julho de 2017, 13:44 pm »
Coisas que estão erradas e devem ser corrigidas. No depósito de GPL o gás encontra-se em estado líquido, na sua maioria quando cheio até aos 80%. A parte superior estará em gasoso. Com o consumo a pressão desce e o gás não consegue forçar o líquido todo a sair.

N√£o esquecer que com o aumento de temperatura aumenta a press√£o no dep√≥sito e  √© algo que j√° est√° submetido a uma for√ßa de compress√£o.

Propano é pior que o Butano mas por ser mais barato carregam. Cada clima deve ter um rácio próprio, não acontece cá ao contrário de outros países.
Butano d√° melhor rendimento, explos√£o e menor desgaste nos vedantes.

Para os consumos usa-se regral geral o coeficiente de cagaço, 30%. De longe ser conservador e ajuda a ter melhor percepção devido ao nosso gpl.

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Offline Sls a GPL

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Re: GPL, um artigo recente.
« Responder #25 em: 04 de Julho de 2017, 14:44 pm »
Profiesta, o que o instalador me disse é que não sai gás do deposito quer o carro esteja parado ou a andar, exepto em caso de pressão a mais, que normalmente só ocorre em situação de incêndio.

As garrafas de gás tem capacidade para uma pressão máxima de 30 bares e não têm válvula de segurança.
O deposito de gpl suporta igualmente uma press√£o m√°xima de 30 bares.
As garrafas de gás estão expostas directamente ao sol, atingindo temperaturas altíssimas e não fazem efeito pipoca com o calor.
O deposito de gpl s√≥ est√° exposto  √† temperatura residual  do ambiente envolvente, por isso n√£o chega √Ä temperatura nem perto nem de longe que possa causar um excesso de press√£o dentro do deposito.

O que pode acontecer, é que a quantidade de gás que fica no estado gasoso, acaba por empobrecer o gás que está no estado liquido, e acabe por ser necessário consumir mais combustivel para obter o mesmo valor energético, fazendo assim aumentar a média de consumo.

Profiesta essa teoria √© muito bonita, mas explica l√° como √© que o meu carro faz medias maiores , mas o carro passa o tempo todo em garagem durante o dia e eu ando maioritariamente √† noite ou ao fim da tarde em que as temperaturas s√£o mais baixas, e durante o dia em que o carro est√° parado, na aus√™ncia de sol, a temperatura ambiente a rondar os 20¬ļC. Perde g√°s na mesma ??? E como sabes o g√°s tem um marcador (cheiro), segundo a tua teoria seria normal num carro com gpl e ao sol que cheire a g√°s, mas sabes bem que isso n√£o acontece.

Offline jotaag√°

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Re: GPL, um artigo recente.
« Responder #26 em: 04 de Julho de 2017, 15:23 pm »
Boas

@profiesta.
Concordo inteiramente, se bem que fale s√≥ atrav√©s da experi√™ncia que tive em tempos por trabalhar com oxig√©nio liquido mas como e sobre outros assuntos j√° entrei "em rota de colis√£o" com o Tony da Buzina, optei por calar a minha convic√ß√£o; afinal independentemente do que aqui escrevamos podemos continuar a possui-la (a nossa convic√ß√£o) e n√£o fazer voz dela mas sem d√ļvida alguma que se coloco "x" litros de g√°s em liquido que estar√° comprimido (desconhe√ßo a taxa ao certo mas j√° li qualquer coisa tipo 1L GPL gasoso=2,x Kg enquanto que liquido =0,5x Kg), este ao "gaseificar-se" aumentar√° o seu volume e a√≠ n√£o se trata de temperatura e trata-se de press√£o, logo os 800¬ļ ou "whatever" eclipsam-se enquanto argumento nesta situa√ß√£o

Por curiosidade e se bem me lembro 1L de oxigénio liquido dava 860L de oxigénio gasoso/respirável, claro que este rácio será diferente no GPL.

Poder-se-√† falar em odor mas o odor se o g√°s libertado de forma muito lenta e pass√≠vel de se "diluir" no ambiente pode acontecer nem dele nos darmos conta. Na minha opini√£o √© esta press√£o libertada, e que o √© muito lentamente, agora no tempo quente que aumenta o consumo do motor, s√≥ assim d√° para compreender de forma mais ou menos leiga a diferen√ßa do consumo que basicamente se traduz em mais litros de combust√≠vel para menos kilometros percorridos; ora isto acontece (mais combustivel e menos kms), para onde foi o combust√≠vel que daria para fazer o mesmo n¬ļ de kilometros? Faltar√° aqui (falo por mim) a real comprova√ß√£o disto ao, quando regressando o tempo mais fresco os consumos voltarem a baixar.

Também li algures (não consigo precisar) essa dita relação de 98% propano mas na altura pensei tal ser devido basicamente à diferença de comportamento do propano versus o butano; admito que tem bastante lógica e sentido no nosso País essa composição dever ter uma diferente relação. Por outro lado a Galp como produz GPL não só para consumo interno deve cumprir uma relação que mais lhe convenha, tanto a nível da sua base negocial como também cá para o nosso clima (afinal a Galp existe para dar lucro e esta composição certamente lhes dará lucro que se tal não acontecesse alteravam-na; confesso-me um pouco/bastante céptico relativamente à/s gasolineira/s) e a gasolineira tem é de obedecer às tais 89 octanas minimas no caso do GPL.

Da mesma forma, e isto serve para reconhecer @ Farfalho a minha concord√Ęncia e tamb√©m relacionando-a com aquilo que escreveu o @profiesta sobre o que escreveu e como escreveu via suporte m√≥vel mais n√£o se deve ter expandido na sua opini√£o, sobre os 80% e os 20% destinados a press√£o no dep√≥sito permanentemente dedicados.

Deixo um link que de manhã não deixei mas deixo-o agora onde se pode ler na página 3 uma secção dedicada a uma "multiválvula" onde é indicado especificamente os 80%, a pressão interna do deposito e o abastecimento e segundo indicado é esta válvula a responsável pela indicação do nível de combustível no deposito GPL.
http://www.autofonseca.com/gpl.pdf

Cumprimentos

Offline Sls a GPL

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Re: GPL, um artigo recente.
« Responder #27 em: 04 de Julho de 2017, 16:24 pm »
A v√°lvula de descarga est√° projetada para disparar aos 27 bar +/- 1 bar
Entre a press√£o a que o g√°s est√° no deposito quando enchemos (+/- 15 bar √Č o que tenho visto no man√≥metro que a bomba tem) at√© aos 27 bar, ainda vai muita press√£o.... para mais quando depois andamos com o carro e gasta-se algum g√°s, mas mesmo assim com o deposito cheio, √© pouco prov√°vel que o calor residual que o deposito est√° sujeito a press√£o interna atinja os 27 bar

Cultivem-se  ;)  :laugh: E eu n√£o invento, baseio-me naquilo que leio e no que me transmitem, se as fontes est√£o erradas ou n√£o, n√£o sei.

http://www.mastergas.pt/seguranca-gpl.aspx

http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2008:072:0001:0112:PT:PDF

« √öltima modifica√ß√£o: 04 de Julho de 2017, 16:26 pm por Tony da Buzina »

Offline profiesta

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Re: GPL, um artigo recente.
« Responder #28 em: 04 de Julho de 2017, 18:56 pm »
Olha estou de férias... não tenho net fixa e não me apetece prolongar mais isto.

Toni é como quiseres, falas que os outros devem-se cultivar, na minha opinião acho que aqui todos temos telhados de vidro. Portanto não queiras entrar por aí...
« √öltima modifica√ß√£o: 04 de Julho de 2017, 18:56 pm por profiesta »

Offline MRC

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Re: GPL, um artigo recente.
« Responder #29 em: 04 de Julho de 2017, 20:51 pm »
Continuo a dizer que o problema disto tudo é mesmo do GPL tuga ser propano, por causa do nosso clima.

Consumo doméstico - Propano (e até é mais caro que o butano)

GPL, até podia ser só butano... Mas para a "Petrogolpe" é lhe mais rentável o volátil propano...
@Clio Rip Curl 2 '08 @R11 GTS '89 @R11 TSE '88 @A4 B5 1.8 GPL '96
Monsieur Cléon, What Else?